Irmão Rubens
Rubens Waldemar Rigon, ainda jovem, teve as primeiras manifestações de sua mediunidade.
Os pais e os irmãos perceberam mudanças no comportamento do rapaz e a ajuda veio através de um tio que frequentava um centro espírita.
A orientadora do centro, através de Pai João, disse que um “trabalho” tinha sido feito contra o jovem.
Rubens achava que não bastava desfazer o trabalho, mas precisava se comprometer com a espiritualidade.
Ele começou a frequentar a Umbanda e depois de alguns anos, o “pai-de-santo”, seu orientador, falou: “Você não é mais da Umbanda. Mas você deve se oferecer a Doutrina Espírita e seus mentores Brogotá, Itajubá e Pai João vão te ajudar e orientar a abrir uma Casa Espírita.”
Rubens procurou seu pai que ofereceu o quintal e a sala de jantar de sua casa para as primeiras atividades e reuniões. Se antes as pessoas eram atendidas a céu aberto, agora elas são recebidas em um bonito prédio chamado “A Luz Divina”.

 

Pai João
Em uma de suas encarnações viveu no Brasil colonial no séc. XVII, como escravo, foi um testemunho de fé na vida.
Dono de uma sabedoria que adquiriu no cativeiro, conversava a respeito da alegria, coragem, perdão e trabalho. Acreditava no poder do homem de conquistar a si mesmo através do próprio esforço e conhecimento.
Contava histórias que inventava na hora, como fazia Jesus com as parábolas. Narrava de forma simples e terminava as histórias sem tirar conclusões. Deixava que o ouvinte refletisse. Era esse seu estilo de ensinar. O Sr. Rubens recebeu de Pai João, através da mediunidade de um companheiro, a orientação para a abertura de uma casa espírita.
Quando o Sr. Rubens e o Sr. Humberto discutiam o nome que deveriam dar a essa casa foram intuídos, através do espírito de Pai João, a dar-lhe o nome de Instituição Beneficente “A Luz Divina”.
“O perdão é o único remédio para o coração ferido.” Pai João

 

 

Brogotá
Um dos mentores da “A Luz Divina” é Brogotá, um chefe indígena que levou sua tribo à evangelização. Sua última encarnação foi como Carlos Gomes, um músico famoso; porém Brogotá prefere ser reconhecido na forma de índio, pois foi quando mais aprendeu e cresceu. Este mentor, em sua encarnação como indígena, nasceu em uma região ao redor do Rio Amazonas.
Quando adulto, com porte elevado e forte, ensinou estratégias da mata à sua tribo, manteve a sua união, além de orientar como extrair, no bater da madeira, o compasso da música.
“Formulo esta prece do Chefe Brogotá, desejando imensamente ser bom e humilde, sofrer com paciência os erros do passado e recuperar o tempo perdido na injúria.” – Trecho da Prece de Brogotá

 

 

 

Itajubá
O índio Itajubá é um dos quatro mentores de “A Luz Divina”. Nasceu em Portugal e em uma encarnação seguinte nasceu aqui no Brasil. Sabe-se pouco sobre ele, mas algo marcante era que indicava aos doentes medicamentos fitoterápicos. É conhecido pelo nome que recebeu quando era índio. O significado do nomes Itajubá é “água que cai das pedras”.